STF aponta uso de empresas da família Vorcaro para ocultar repasses de até R$ 500 mil a Ciro Nogueira
Ciro Nogueira é alvo da 5ª fase da operação Compliance Zero da PF
A nova fase da Operação Compliance Zero paralisou as atividades de quatro entidades que, segundo as investigações da Polícia Federal, não operariam como empresas regulares, mas como extensões de uma organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro e corrupção.
Ao autorizar as medidas, o ministro André Mendonça afirmou que a continuidade das operações dessas empresas representa um risco concreto de continuidade da lavagem de capitais. Nesta 5ª fase, a operação mira Ciro Nogueira (PP) e o primo de Daniel Vorcaro, Felipe Vorcaro.
A PF investiga, na Operação Compliance Zero, um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. O nome da operação é uma referência à falta total de controles internos nas instituições envolvidas para evitar crimes de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.
As provas surgiram a partir de diálogos interceptados entre Daniel Vorcaro e seu operador financeiro, Felipe Vorcaro. As mensagens detalham o funcionamento da chamada “parceria BRGD/CNLF”, na qual a empresa BRGD S.A. (da família Vorcaro) enviava recursos para a CNLF Empreendimentos (veículo patrimonial do senador).
A decisão do STF também foi fundamentada na discrepância entre o faturamento…
