Orçamento 2027: estatal que controla usinas nucleares em Angra pode precisar de aporte do governo
A Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), controladora da Eletronuclear – responsável pela operação pelas operações das usinas nucleares Angra 1 e 2 e pela construção de Angra 3 –, pode precisar de um aporte por parte do Tesouro Nacional em 2027.
A pressão nas finanças da ENBPar decorre da situação econômico-financeira da Eletronuclear, que demanda investimentos para a extensão da vida útil da Usina Angra 1, além das incertezas que ainda cercam a conclusão das obras na Usina de Angra 3.
A informação consta no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado na semana passada pelo governo ao Congresso Nacional.
“A incerteza quanto à decisão definitiva acerca da conclusão do empreendimento de Angra 3 e aos eventuais custos decorrentes, bem como o descasamento temporal entre os investimentos requeridos e a geração de receitas (prevista para o longo prazo), mantém o risco fiscal no horizonte analisado”, diz trecho do projeto do governo.
A ENBPar, estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), também controla a participação brasileira em Itaipu Binacional, que opera a usina que pertence ao Brasil e ao Paraguai.
“Ressalta‑se que a eventual materialização desse risco dependerá da evolução das decisões de…
