Funcionários e precatórios puxaram gastos dos Correios em 2025; despesas aumentaram 37% enquanto receitas caíram 12%
correios, crise, entregas, encomendas
/TV Globo
Em 2025, as despesas gerais e administrativas dos Correios, que incluem parte do pagamento dos funcionários e precatórios, dívidas que precisam ser pagas por determinação da Justiça, atingiram R$ 6,3 bilhões, um crescimento de 37% em relação ao ano anterior, quando alcançaram R$ 4,6 bilhões.
Esse foi maior valor desde 2001, ano da demonstração financeira mais antiga disponibilizada pelos Correios na internet.
As receitas com a venda de serviços, como a entrega de encomendas, recuaram 12%, de R$ 18,9 bilhões em 2024 para R$ 16,7 bilhões para 2025.
O detalhamento dos números foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) na quinta-feira (23), após anúncio da estatal de um prejuízo financeiro de R$ 8,5 bilhões em 2025, fechando 14 trimestres seguidos com resultados negativos.
O resultado superou em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,4 bilhões.
O que mais pesou no ano passado?
As duas despesas que mais impactaram o caixa dos Correios foram o pagamento de funcionários administrativos, que aumentou R$ 215 milhões entre 2024 e 2025, e os custos com os processos perdidos na Justiça pela estatal, já no formato de precatório, saindo de R$ 1,1 bilhão em 2024 para R$ 2,5 bilhões no período.
Assim, as despesas gerais e administrativas, que são os gastos…
