Chefes padrão 'Diabo Veste Prada' estão de volta? Empresas endurecem regras e sinalizam nova era de controle

Chefes padrão 'Diabo Veste Prada' estão de volta? Empresas endurecem regras e sinalizam nova era de controle

Meryl Streep volta como Miranda Priestly em ‘O Diabo Veste Prada 2’

Estar disponível a qualquer hora do dia. Buscar cafés, carregar casacos, resolver problemas pessoais da chefe. Aceitar broncas públicas, cumprir ordens impossíveis e até correr atrás de um manuscrito inédito do novo livro de Harry Potter em menos de 24 horas.
Em 2006, tudo isso apareceu nas telas em O Diabo Veste Prada, filme que retrata os bastidores de uma revista de moda nos Estados Unidos. No centro da história está Miranda Priestly, a (nem tão) fictícia editora-chefe, conhecida por comandar a equipe com exigências extremas, frieza e humilhações públicas.
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Na época, muitas dessas cenas foram recebidas com fascínio. Em vez de provocar indignação coletiva, ajudaram a transformar Miranda em um símbolo aspiracional de liderança corporativa.
Para muita gente, ela representava um ideal de sucesso. Era inacessível e exigente. Características admiradas justamente por sua capacidade de liderar pelo medo.
“Ser ‘workaholic’ era romantizado (…) Durante muito tempo existiu a crença de que a pressão extrema gerava excelência, mas hoje as empresas entenderam que performance depende de uma cultura saudável”, explica Tatiana Marzullo, fundadora do ‘Salto Alto’, programa focado em liderança feminina.

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