Aumento de despesas com precatórios travou receita dos Correios para garantir pagamento a bancos
O sindicato de bancos que emprestou R$ 1,8 bilhão aos Correios, em junho do ano passado, acionou uma cláusula do contrato para bloquear o dinheiro que a estatal recebia por meio do faturamento na prestação de seus serviços, durante o segundo trimestre de 2025.
A informação foi divulgada em um documento de análise da situação econômico-financeira da estatal, elaborado pelo Departamento de Controladoria da Diretoria Econômico-Financeira (DIEFI) a respeito da situação dos Correios até setembro de 2025, no qual o g1 teve acesso com exclusividade.
“O bloqueio de faturamento imposto pelos credores caracteriza cenário de alta criticidade, com impactos financeiros, operacionais e institucionais de grande magnitude”, afirmou o documento.
Segundo o documento, uma das cláusulas presentes no contrato de empréstimo feito pelo ex-presidente, Fabiano Silva dos Santos, com os bancos previa estabilidade no estoque de precatórios a pagar pelos Correios.
Precatórios são ordens de pagamento emitidas pela Justiça para, no caso concreto, o estado ou a União quitar dívidas que mantém com pessoas e empresas.
Entretanto, em função da necessidade de reconhecimento de novas perdas com processos judiciais durante o ano, a quantidade aumentou e a garantia foi acionada.
O contrato previa os seguintes direitos aos bancos:
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