Brasileiro mostra como é morar em favela chinesa pagando R$ 30 de aluguel: 'Minha viagem nunca acabou'
Maurício da Cruz
BBC/Arquivo pessoal
Quando chegou à China pela primeira vez, aos onze anos, Maurício da Cruz teve a sensação de que nenhum outro lugar poderia ser sua casa.
O ano era 2000 e seu pai havia sido transferido pelo trabalho para a capital, Pequim, onde Maurício morou por dois anos até voltar para ficar com a mãe no sul do Brasil.
“A partir daí, a vontade de me mudar definitivamente para a China nunca foi embora. Tracei meu plano de vida baseado nisso, e estudei comércio exterior esperando que fosse me ajudar”, conta.
Em 2012, Maurício fez as malas para não voltar mais.
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Nos primeiros dois anos na China, focou em estudar mandarim para se integrar melhor à sociedade.
Depois, foi contratado para fazer o trabalho que permeou a maior parte da sua vida no país: tradução de jogos eletrônicos do mandarim para o português.
“Mas com a evolução da inteligência artificial, perdi meu trabalho. Como Pequim é muito cara, foi assim que decidi vir morar no lar que vivo hoje, uma casa de isopor em uma das ‘favelas’ chinesas, que me ajuda a economizar muito.”
Por fora, a casa onde Maurício mora é revestida por isopor
BBC/Arquivo pessoal
28 metros quadrados e R$ 30 de aluguel
Quando ainda era estudante de mandarim, Maurício se apaixonou por sua…
