Inadimplência cresce e afeta 12,3% das famílias; governo lança Desenrola 2.0 com ajuda para pagamento de dívidas
Enel realiza campanha de negociação de dívidas no Ceará.
Thiago Gadelha/SVM
O percentual de famílias que não conseguem pagar dívidas em atraso chegou a 12,3% em março, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio (CNC).
O indicador mantém trajetória de alta nos últimos anos. Em março de 2023, o índice era de 11,5%; em 2025, passou a 12,2%.
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Ao mesmo tempo, o endividamento total das famílias bateu recorde e chegou a 80,4%, acima dos 77,1% registrados em março de 2025.
O endividamento total das famílias bateu recorde e chegou a 80,4%.
Gui Sousa/Arte g1
Apesar de uma leve melhora na comparação mensal, o nível de inadimplência segue elevado. Em março, 29,6% das famílias tinham contas em atraso, percentual superior ao de um ano antes, quando era de 28,6% .
A pesquisa é realizada mensalmente pela CNC com cerca de 18 mil consumidores nas capitais dos estados e no Distrito Federal.
Percentual de famílias com dívidas em atraso.
Gui Sousa/Arte g1
Veja o raio-x da inadimplência no Brasil
Diante desse quadro, o governo federal lançou o Desenrola 2.0, nova versão do programa de renegociação de dívidas (leia mais abaixo).
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