Análise: Data centers podem fazer de países do Sul Global novas colônias digitais
Data centers de IA podem consumir energia equivalente à de milhões de casas
A corrida global pela infraestrutura da inteligência artificial (IA) está redesenhando o mapa da economia digital.
À medida que empresas como Microsoft, Google e Amazon expandem seus gigantescos data centers, países do Sul Global tornam-se peças estratégicas — oferecendo território, energia e incentivos fiscais em troca de promessas de investimento.
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Argentina e Brasil despontam como novos polos desse movimento, mas o modelo adotado tende a aprofundar dependências tecnológicas e a comprometer a soberania digital da região.
Nos últimos dois anos, anúncios bilionários de novos complexos de computação em nuvem multiplicaram-se.
No Brasil, o governo federal e estados como São Paulo e Bahia celebraram a chegada de centros de processamento vinculados a grandes empresas de IA, vistos como símbolos de modernização econômica.
Na Argentina, planos semelhantes avançam em zonas industriais próximas de Buenos Aires e Córdoba.
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Data center da Meta em Indiana, nos Estados Unidos
/Meta
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