Como os anos após a aposentadoria podem se tornar a fase mais sociável de nossas vidas
Acabei de ler um artigo instigante do professor Carlo Ratti, diretor do MIT Senseable City Lab – cuja tradução vai além de Laboratório de Cidades Sensíveis do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Nesse caso, o termo “sensível” indica que a cidade é capaz de medir (e “sentir”) a atividade humana por meio de sensores e dados. No jornal “Financial Times”, Ratti detalha um estudo que será publicado na revista Nature Cities: como os anos após a aposentadoria podem se tornar a fase mais sociável de nossas vidas.
Estudo transcontinental mostra que pessoas acima de 66 anos têm mais encontros com grupos diversificados da sociedade
Mariza Tavares
E como os pesquisadores chegaram a essa conclusão? Graças ao uso dos celulares, deixamos rastros de nossos deslocamentos e atividades. As informações mapeiam a rede de encontros entre seres humanos. “Imagine as pessoas como partículas se movimentando no tempo e espaço. Fizemos um levantamento dos padrões de mobilidade diária dos indivíduos, associando-os a dados socioeconômicos e à idade”, escreveu o professor.
Trata-se do primeiro estudo transcontinental a cruzar dados de 200 mil pesquisas domiciliares de mobilidade (que contêm informações socioeconômicas detalhadas e autorrelatadas) com o rastreamento por GPS. Isso permitiu medir a “mistura social” – o encontro entre…
