Um tributo à longevidade na dança
Em “Kontakthof”, do repertório da lendária Pina Bausch, nove dos bailarinos originais da montagem de 1978 retornam aos seus papéis
No próximo mês, Londres será palco de uma série de espetáculos que celebram a longevidade. Trata-se do “Elixir Festival 2026”, que acontece de 7 a 11 de abril e busca mudar a percepção de que a dança é uma expressão artística restrita a corpos jovens. Uma das principais atrações é a encenação de “Kontakthof”, peça emblemática do repertório da lendária Pina Bausch, cuja estreia, em 1978, consolidou seu reconhecimento internacional. Quase cinco décadas depois, a coreógrafa Meryl Tankard – uma das protagonistas da primeira montagem – está à frente do espetáculo, no qual nove dos bailarinos originais retornam aos seus papéis.
A produção, intitulada “Kontakthof – echoes of ‘78”, explora uma interação entre o passado e o presente, com a projeção de imagens de antigas apresentações. Bausch definia Kontakthof como “um lugar onde pessoas se encontram em busca de contato. Para se mostrar, para se negar. Com medos. Desejo. Decepções. Desespero. Primeiras experiências. Primeiras tentativas”. Charlotta Öfverholm, coreógrafa e bailarina sueca de renome internacional, também está no festival. Desde que fundou seu grupo, Jus de la Vie – o equivalente a Suco (ou sumo) da…
