Antes de deixar cargo, procurador do DF fez duras ressalvas a empréstimo do governo para salvar BRB; leia trechos
Márcio Wanderley de Azevedo, Procurador-Geral do DF
PGDF/
O procurador-geral do Distrito Federal, Márcio Wanderley, assinou um duro parecer com uma lista de ressalvas à ideia do governo de pegar um empréstimo bilionário com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para socorrer a crise patrimonial do Banco de Brasília (BRB).
Dias após assinar o documento, Márcio Wanderley pediu para deixar o cargo, como revelou o g1 nesta quarta-feira (15). O parecer teria sido mal recebido pela governadora do DF, Celina Leão (PP), que confrontou o teor das conclusões do órgão.
A exoneração de Wanderley foi publicada em edição extra do Diário Oficial do DF desta quinta-feira (16).
O g1 e a TV Globo tiveram acesso ao parecer. Nele, a Procuradoria-Geral do DF aponta, entre outros problemas:
risco de infração a pelo menos dois artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF);
uma possível “confusão” entre o patrimônio do BRB e o do governo do DF, seu acionista controlador.
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